Descubra a importância dos dados para Organizações da Sociedade Civil

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Com certeza você já ouviu falar em cultura de dados e como esse segmento está ganhando espaço no mercado, nos mais diversos setores. Mas, você sabe como isso surgiu? Antes de entendermos a prática desse processo, é importante que compreendamos suas origens e porque representam novas possibilidades para o dia a dia das pessoas, empresas e organizações.

Primeiramente, vamos voltar um pouco e falar sobre os novos modelos e tecnologias que estão emergindo na sociedade. Cada vez mais estamos gerando dados e cada vez mais temos tecnologias que estão nos monitorando o tempo inteiro. Tudo isso gera uma grande quantidade de informação e é a partir disso que os dados são disponibilizados no mundo digital.

Dados e Terceiro Setor

Se estamos gerando dados e eles têm potencial, como podemos trazê-los para as Organizações da Sociedade Civil? Como eles podem gerar mais engajamento e determinarem a tomada de decisão no processo de conversão? O potencial dos dados é de trazer justamente informações mais precisas e mais qualificadas sobre o que estamos fazendo, quem é nosso público, para indicar como podemos nos relacionar melhor com as pessoas.

Por meio da coleta de dados, você pode qualificar seus serviços para chegar até um investidor e comprovar quais impactos sua organização já causou, quantas vidas foram transformadas e realidades melhoradas. Os dados são o novo petróleo: promissores e fontes de prosperidade e movimento e, por esse motivo, já compõem um cenário bastante fértil e consolidado dentro de empresas privadas, porém se usados de forma errada, também podem ser causadores de grandes desastres.

Assim como aconteceu com o início da internet no final da década de 1980, em relação aos dados, também houveram discussões sobre seu uso para o bem ou para o mal. E, também como a internet, que aos poucos passou a ser vista como uma aliada na otimização de processos e atividades, os dados estão cada vez mais bem vistos entre a sociedade. As pessoas se atualizaram e entenderam que é importante estar disposto a aprender e usar essa nova linguagem digital.

Não necessariamente é preciso ser cientista de dados, programador ou analista para olhar e compreender as possibilidades oferecidas pelos dados. Pequenas atitudes já contribuem muito em termos de estratégia e análise. Porém, nesse sentido, existem duas grandes dificuldades que por vezes intimidam as pessoas que objetivam trabalhar com dados. E nós vamos te dizer como superá-las:

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Níveis de análise de dados

Para desdobrar dados e chegar a conclusões a partir da análise destes, existem quatro níveis que podem ser seguidos, a fim de projetar resultados mais concretos e esclarecedores que, de fato, consistam em informações de valor para futuras ações ou abordagens. Essa metodologia foi desenvolvida pelos nossos parceiros da Social Good Brasil:

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Mas, na prática, como isso funciona?

Bem, vamos começar com um exemplo bem simples, ok? Imagine uma pessoa que durante todos os dias de um mesmo ano depende da mesma linha de transporte público, em dois horários distintos, porém com o mesmo destino. Com o tempo, você compreenderá qual é a média de pessoas que usam o ônibus nos mesmos horários que você, qual é a duração do trajeto e quais são os horários em que o ônibus para no seu ponto.

Esse tipo de informação serve para te instruir sobre quais são as melhores condições, em relação aos benefícios, para que então você possa filtrá-las e definir em qual horário é mais conveniente pegar o ônibus. De uma forma geral, esse também é o princípio que norteia o uso de dados dentro de Organizações do Terceiro Setor: armazenar o máximo de informações possíveis, organizá-las de uma forma compreensível, para que então torne-se possível interpretá-las e usá-las em benefício da sua causa.

Na era dos dados, é interessante que antes da tomada de qualquer decisão, seja feita uma análise do banco de informações coletados a respeito das ações e situações com as quais sua organização trabalha. Este tipo de atuação é uma forma de gestar suas atividades a partir dos dados e, com isso, alcançar resultados melhores, pois essa estratégia é uma forma de prever desdobramentos, estimular novas ideias e direcionar ações de marketing direcionadas ao seu público.

Trabalhar com dados consiste em, basicamente, mensurar o impacto gerado por sua causa, para então encontrar formas eficazes de expandi-lo, assim como cruzar informações relevantes e transformar os números em respostas. Em outras palavras, trabalhar com dados é adiantar o futuro!

Data for good

De acordo com a página do Data For Good, no site da SGB:

“Grandes referências mundiais como a Fundação das Nações Unidas com o movimento Social Good e como dados pode ajudar a monitorar o progresso dos ODS, e como o World Economic Forum com o projeto Technology Pioneers, apostam há anos que a inovação e tecnologia são fundamentais para a transformação social e também apostam nas tecnologias exponenciais”.

O movimento – que em tradução livre pode ser chamado de DADOS PARA IMPACTO POSITIVO – é uma conversa que acontece em alguns países do mundo, em que as perguntas principais são: já que existem muitos profissionais da tecnologia, com know how técnico, como conseguimos trazer essas pessoas para que elas ajudem em desafios de organizações sociais? E como resolver desafios a partir do uso de dados?

O objetivo central desta ação é trazer voluntariamente essas pessoas para organizações sociais, para que elas contribuam à solução destes desafios. Isso é um movimento a longo prazo em termos de construção. Temos que gerar conteúdos sobre isso, falar sobre dados para impacto. Trazer academia e universidades para o cenário e estimular que elas gerem ainda mais conteúdo sobre o tema.